O mercado financeiro inicia esta quinta-feira (18), com a atenção voltada para a combinação entre juros, câmbio, petróleo e risco geopolítico. O Ibovespa vem de um pregão negativo, com queda de 0,70%, aos 168.453,93 pontos, enquanto o dólar à vista encerrou a sessão anterior em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,1077.
Na abertura do dia, os investidores monitoram três pontos principais: a decisão do Federal Reserve, o novo corte da Selic pelo Copom e o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã. Esses fatores podem influenciar o apetite por risco, a direção do dólar e o comportamento dos ativos brasileiros ao longo do pregão.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A decisão era esperada, mas o tom cauteloso da autoridade monetária manteve dúvidas sobre os próximos passos da política monetária americana. Quando os juros nos EUA seguem elevados ou há risco de novas altas, o dólar tende a ganhar suporte global, porque ativos americanos passam a competir com mais força pelo capital dos investidores.
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Apesar do corte, o Banco Central não indicou de forma clara a continuidade do ciclo de redução dos juros. Essa cautela mantém no radar os impactos sobre crédito, renda fixa, Bolsa e empresas mais sensíveis ao custo de capital.
O exterior também influencia a abertura. O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial, pode aliviar parte da pressão geopolítica sobre o petróleo. Ainda assim, o mercado acompanha a implementação do entendimento, já que qualquer nova tensão na região pode voltar a afetar a commodity.
O recuo do petróleo no início do dia pode influenciar expectativas sobre custos de energia, combustíveis e fretes, fatores que entram na leitura de inflação. Para Petrobras, o impacto passa por expectativas de receita, margens, câmbio, política de preços e percepção sobre dividendos. Como a estatal tem peso relevante no Ibovespa, oscilações do petróleo costumam entrar rapidamente no radar da Bolsa brasileira.
Entre os sinais observados no exterior, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, subia 1,14% no pré-market, cotado a US$ 34,50. Por ser um dado de pré-mercado, esse movimento pode mudar ao longo da sessão, mas sugere melhora inicial no humor com ativos brasileiros no exterior antes da abertura local.
Para o leitor, o ponto central é que Bolsa, dólar e juros continuam sensíveis à combinação entre decisões de bancos centrais, preço do petróleo e risco geopolítico. Agora, o mercado deve acompanhar a reação do Ibovespa, o comportamento do dólar, os próximos sinais do Copom, o tom do Federal Reserve e os desdobramentos do acordo entre Estados Unidos e Irã.

