O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira, 16 de junho, em queda de 0,45%, aos 169.648,47 pontos, ampliando as perdas da sessão anterior. O dólar à vista ganhou força e fechou a R$ 5,0867, com alta de 0,39%.
O fechamento negativo da Bolsa brasileira e a alta do dólar foram marcados pela cautela antes da chamada Super Quarta, quando investidores acompanham decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Essas decisões costumam influenciar Bolsa, câmbio e juros porque ajudam a definir as expectativas para a Selic, para os juros americanos e para o fluxo de capital em mercados emergentes.
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, que recuaram em meio à forte queda do petróleo no exterior. O Brent para agosto caiu 5,06%, a US$ 78,96 por barril. A baixa da commodity tende a pesar sobre os papéis de petroleiras porque reduz a percepção do mercado sobre receitas e margens futuras ligadas ao petróleo.
Com a queda do Brent, PETR3 recuou 0,96%, a R$ 43,32, enquanto PETR4 perdeu 1,33%, a R$ 38,54. Como as ações da Petrobras têm peso relevante no Ibovespa, o desempenho negativo dos papéis contribuiu para a queda do índice no fechamento.
Entre os destaques do pregão, MRV (MRVE3) liderou as altas, com avanço de 2,32%. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5) teve a maior queda, recuando 9,23%. Pesquisas eleitorais também foram acompanhadas pelos investidores, mas a queda do Ibovespa pode ser explicada principalmente pela combinação de petróleo em baixa, recuo das ações da Petrobras, dólar mais alto e cautela antes das decisões de política monetária.
Agora, o foco se volta para a decisão de juros do Copom, a comunicação do Federal Reserve, o comportamento do petróleo e a reação do dólar e dos juros futuros após os comunicados dos bancos centrais.

