A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,061 bilhões na terceira semana de junho. O resultado veio de US$ 9,320 bilhões em exportações e US$ 6,259 bilhões em importações, de acordo com dados do MDIC divulgados nesta segunda feira (22).
No acumulado de junho até a terceira semana, o saldo positivo chegou a US$ 7,636 bilhões. O valor reúne US$ 25,604 bilhões em vendas ao exterior e US$ 17,968 bilhões em compras de produtos importados.
A balança comercial mede a diferença entre exportações e importações de bens. Quando o país vende mais ao exterior do que compra de outros países, registra superávit comercial.
O superávit pode reforçar a oferta de moeda estrangeira pelo canal comercial, embora o comportamento do dólar também dependa de fluxo financeiro, juros, risco fiscal e cenário internacional.
Até a terceira semana de junho, as exportações cresceram 26% em comparação com o mesmo período de 2025. A Indústria Extrativa teve o maior avanço entre os grupos informados, com alta de 70,3% e US$ 7,47 bilhões exportados. A Agropecuária cresceu 21,9%, para US$ 5,89 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação avançou 10,0%, para US$ 12,12 bilhões.
Nas importações, a Indústria de Transformação foi o grupo de maior peso, com US$ 16,81 bilhões em compras externas e alta de 11,0%. A Indústria Extrativa teve o maior crescimento percentual, de 11,6%, para US$ 0,74 bilhão, enquanto a Agropecuária foi o único grupo em queda, com recuo de 0,8% e US$ 0,31 bilhão.
No acumulado do ano, o superávit comercial chegou a US$ 40,298 bilhões, alta de 41,6% frente ao mesmo intervalo de 2025. Para 2026, a projeção do MDIC é de superávit de US$ 72,1 bilhões, com US$ 364,2 bilhões em exportações e US$ 292,1 bilhões em importações.
O ritmo das exportações deve continuar no centro da leitura da balança comercial até o fim de junho. Do lado das importações, o avanço da Indústria de Transformação merece atenção porque esse grupo reúne compras externas ligadas à atividade produtiva, como insumos, máquinas e bens intermediários.

