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Renda variável, quando migrar?

Renda Variável, quando migrar?

Uma dúvida comum em muitos investidores iniciantes é quando migrar para a renda variável?Em 2020, a B3, bolsa de valores brasileira, registrou a marca 1,3 milhão de CPFs a mais cadastrados. Em um cenário de pandemia e baixo valor da taxa SELIC, esse é um dado importante para avaliar o comportamento do investidor nos anos que se seguem. Sabe-se que a renda fixa não tem mais como finalidade, os ganhos de capital ou retornos de juros elevados, como outrora.

Mas afinal, como saber a hora certa de migrar os investimentos de ativos mais seguros para ativos mais voláteis?

É comum ouvir em conversas informais, familiares ou em ambientes de trabalho, que investir em ações é “muito arriscado”. Esta crença sobrevive das oscilações nos preços das cotas das companhias e confunde aqueles que estão fora do mercado de renda variável.

O que na verdade não se atenta é:

A queda no preço das ações não significa prejuízo, desde que o botão “vender” não seja acionado.

Três pontos devem ser são levados em consideração antes de migrar para a renda variável

  1. A clareza do que seja realmente o Risco;
  2. A disponibilidade e apetite para suportar a volatilidade típica no preço das ações;
  3. A formação prévia da reserva de emergência, aplicada em ativos de renda fixa e com baixo risco.

Antes de se “jogar” no mar de oportunidades que a bolsa de valores traz ao investidor, é fundamental um ajuste de carteira, a definição do percentual a ser aplicado em investimentos desta natureza, e principalmente, o conhecimento acerca da companhia que se pretende ser sócio.

É imperioso mencionar que a bolsa de valores não é um cassino como algumas pessoas podem imaginar. Trata-se de um ambiente sério, regulado por órgão competente e onde se negocia a menor parte de uma empresa.

A educação financeira, o estudo continuado e a visão de longo prazo são elementos que potencializam o sucesso e os altos retornos com aplicações em renda variável.

O que se pode concluir é que decisão de entrar na bolsa de valores é muito pessoal e deve ser feita de maneira responsável. Afinal, apesar de trazer um bom retorno, há que se deixar claro que a possibilidade de perda total, existe, ainda que remota. Cabe a análise individual da capacidade de aporte e a da propensão ao risco.

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Written by Nayra Lais

Autora. Administradora, especialista em Gestão de Pessoas, Especialista em Marketing e Especialista em Políticas Públicas. Mestranda em Administração Pública. Servidora Pública Federal.
Educadora e consultora financeira apaixonada por finanças, palestrante, investidora, autora da revista virtual “Economia em Pauta”.
Ministrou palestras e cursos na Procuradoria Federal no Estado da Paraíba (AGU), INSS, Ministério Público da Paraíba, Corpo de Bombeiros Militar do Piauí, Universidade Federal da Paraíba e IFPI. Além disso, presta consultoria financeira a diversos públicos.

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