A Petrobras concluiu nesta quarta-feira, 17 de junho, a produção e venda do primeiro lote de combustível sustentável de aviação feito com óleo de soja certificado sob critérios internacionais de sustentabilidade. O produto foi fabricado na Refinaria Duque de Caxias, a Reduc, no Rio de Janeiro, e comercializado com a Vibra, por meio da BR Aviation, para distribuição ao mercado aéreo.
O lote tem 3,8 mil metros cúbicos, o equivalente a 3,8 milhões de litros, e foi produzido por coprocessamento. Essa técnica permite combinar uma matéria-prima renovável, neste caso o óleo de soja certificado fornecido pela Bunge, à estrutura tradicional de refino usada na produção de combustíveis.
O combustível tem 1% de conteúdo renovável em sua composição. O percentual está alinhado aos primeiros anos das obrigações previstas na Lei Combustível do Futuro, que estabelece metas para a redução de emissões na aviação doméstica a partir de 2027.
A venda reforça a presença da Petrobras em um mercado ainda em formação no Brasil: o de combustíveis sustentáveis para aviação. Para o setor aéreo, o movimento é relevante porque antecipa a adaptação das empresas às novas exigências ambientais e pode contribuir para estruturar uma cadeia nacional de produção, certificação e distribuição desse tipo de combustível.
O produto tem potencial de reduzir emissões de gases de efeito estufa em cerca de 70% na comparação com o querosene de aviação tradicional. Esse número, porém, deve ser tratado como uma estimativa baseada em análise de ciclo de vida, e não como uma redução efetiva já observada em larga escala no uso comercial.
A partir de agora, os principais pontos de atenção serão a capacidade da Petrobras de ampliar a produção desse combustível, a demanda das companhias aéreas, a atuação da Vibra na distribuição ao mercado aéreo e o avanço das regras que preveem obrigações de redução de emissões na aviação doméstica a partir de 2027.
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