A Oi alertou o mercado, em fato relevante divulgado nesta quinta-feira (9), que a situação financeira do grupo voltou a se deteriorar e que a disponibilidade de caixa pode cair de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões ao fim de julho de 2026.
A formulação atribuída ao gestor judicial é direta: esse nível de caixa “poderá tornar a operação insustentável do ponto de vista de sua continuidade operacional” a partir de 1º de agosto.
A empresa atravessa uma etapa decisiva de sua crise. O caso envolve recursos apresentados por Itaú Unibanco e Banco Bradesco contra a decisão que converteu o processo de reorganização da Oi em falência, com continuação provisória das atividades.
O julgamento desses recursos foi suspenso após pedido de vista ocorrido em 30 de junho.
A queda projetada de caixa reduz o fôlego financeiro da companhia em um momento em que a Justiça ainda avalia os próximos passos do processo. Com menos liquidez, a Oi fica mais pressionada para manter despesas operacionais, contratos essenciais e pagamentos ligados ao funcionamento do grupo. Em uma empresa já em crise, a disponibilidade de caixa é um indicador central porque mostra quanto tempo a operação consegue se sustentar enquanto não há uma solução definitiva.
Para acionistas, credores e fornecedores, o ponto mais sensível é a capacidade da companhia de atravessar agosto sem uma deterioração adicional. O alerta não confirma paralisação imediata das atividades; ele indica que a margem financeira ficou muito estreita e que a continuidade operacional passou a depender de novos desdobramentos financeiros e judiciais.
O desfecho dos recursos pode influenciar diretamente o status do processo e o grau de proteção da operação enquanto a situação de caixa se deteriora. Se a projeção de R$ 19,6 milhões se confirmar ao fim de julho, a companhia chegará a 1º de agosto com um nível de liquidez apontado pelo gestor judicial como insuficiente para sustentar a continuidade operacional.

