A SK Hynix levantou cerca de US$ 26,5 bilhões em sua oferta de ADRs nos Estados Unidos e estreou na Nasdaq nesta sexta-feira (10), na maior listagem já feita por uma empresa estrangeira no mercado americano.
Os recibos foram precificados a US$ 149 e abriram a US$ 170, alta de cerca de 14% sobre o valor da oferta.
A negociação começou inicialmente sob o código SKHYV, com mudança prevista para SKHY a partir de 13 de julho. Durante a estreia em Nova York, Chey Tae-won, presidente do SK Group, classificou o momento como “um sonho realizado” em entrevista à CNBC.
ADRs são recibos negociados em bolsas dos Estados Unidos e representam ações de companhias estrangeiras, permitindo acesso a empresas de outros países sem compra direta dos papéis na bolsa de origem.
A demanda pela SK Hynix se concentra no papel da companhia na cadeia global de semicondutores. A empresa fornece memória de alta largura de banda, conhecida como HBM, componente usado em sistemas avançados de processamento de dados e aplicações de inteligência artificial.
Data centers e servidores voltados à IA precisam combinar processadores potentes com memória capaz de acompanhar esse ritmo de processamento. É nesse ponto que a HBM se tornou uma peça estratégica: sem memória avançada suficiente, parte do ganho de desempenho dos sistemas fica limitada.
Os recursos da oferta serão direcionados à expansão produtiva da SK Hynix, incluindo instalações industriais e equipamentos avançados.
Em semicondutores, ganhar escala não depende apenas de caixa. A companhia precisa converter a captação em fábricas, máquinas de alta precisão e tecnologias como litografia EUV, usadas na produção de chips mais sofisticados.
A estreia na Nasdaq reforça a busca de capital por empresas que ocupam gargalos relevantes da infraestrutura de IA, embora o setor continue sujeito a forte oscilação de preços. A partir de agora, o teste deixa de estar apenas na abertura dos ADRs: a leitura mais importante será a capacidade da SK Hynix de transformar a listagem recorde em capacidade adicional de produção, manter demanda firme por HBM e sustentar a transição para o código SKHY sem perder tração no mercado americano.

