A atividade econômica brasileira voltou a crescer em abril. O Índice de Atividade Econômica, divulgado pelo Banco Central, conhecido como IBC-Br e frequentemente chamado de “prévia do PIB”, subiu 0,5% na comparação com março, já considerando o ajuste sazonal. O resultado ficou um pouco abaixo do esperado pelo mercado: a expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,6%. O ajuste sazonal é usado para retirar efeitos típicos de determinados períodos do ano, permitindo uma comparação mais limpa entre um mês e outro.
A alta de 0,5% do IBC-Br em abril indica recuperação após a queda de 0,7% registrada em março — resultado que havia surpreendido negativamente o mercado, já que a mediana das projeções apontava para um recuo mais moderado. A melhora da atividade econômica foi puxada principalmente pela indústria e pelos serviços.
Em abril, a indústria cresceu 0,4%, enquanto o setor de serviços avançou 0,3%. A agropecuária ficou estável no período.Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br teve alta de 0,9%, sem ajuste sazonal. Em 12 meses, a expansão chega a 1,6%.
O IBC-Br é acompanhado de perto porque ajuda a medir o ritmo da economia brasileira entre as divulgações oficiais do Produto Interno Bruto, feitas pelo IBGE. Apesar de ser tratado como uma prévia do PIB, o indicador do Banco Central tem metodologia própria e não substitui o cálculo oficial.
A alta do IBC-Br em abril é relevante porque mostra algum fôlego da atividade econômica, mesmo em um cenário ainda marcado por juros elevados. Juros altos tendem a encarecer o crédito para famílias e empresas, o que pode limitar o consumo financiado, adiar investimentos produtivos e influenciar as expectativas de investidores e analistas sobre crescimento econômico.
Para os próximos meses, o ponto principal será observar se a recuperação de abril se confirma nas próximas leituras do IBC-Br e nos dados oficiais do PIB. Também será importante acompanhar o desempenho de indústria, serviços e agropecuária, além dos efeitos dos juros sobre crédito, consumo, investimento das empresas e ritmo geral da economia brasileira.

