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Por que a Reserva de Emergência é importante?

reserva de emergência
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Reserva de Emergência é importante?

Olá, leitor(a). Tudo bem?

Muitas pessoas, quando começam a estudar um pouco sobre investimento, logo criam um entusiasmo para investir em ações, fundos imobiliários, criptomoedas, entre outros ativos de renda variável.

Outras, por sua vez, possuem um maior receio e aversão ao risco dos investimentos em renda variável. Por não conhecerem como funcionam e não quererem se expor com o seu capital poupado, preferem investimentos em renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto, ou a popular caderneta de poupança.

Todavia, antes mesmo de você escolher por onde começar os seus investimentos, é necessário criar um suporte, uma fundação a qual, através dela, você construirá sua independência financeira e consiga conquistar seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

O nome dessa fundação é a sua reserva de emergência.

A reserva de emergência, portanto, é um recurso financeiro que deve ser poupado para momentos de imprevisto e urgência financeira, como, por exemplo, a perda súbita do seu emprego, despesas médicas e hospitalares, desastres naturais e acidentes com o seu carro que necessitam de troca de peças.

Um bom exemplo da importância da reserva de emergência foi no período da pandemia pelo coronavírus. Com o lockdown e as altas taxas de desemprego, quem tinha um dinheiro guardado como reserva pode ter mais fôlego para enfrentar as adversidades do contexto.

Mas entenda, esse dinheiro não é para ser gasto com a quitação do IPVA ou IPTU, com as parcelas do material escolar do(s) seu(s) filho(s) ou para reformar a sua casa, como exemplos. Esses tipos de gastos são planejados e esperados. Logo, você deve se preparar e reservar o dinheiro necessário para o pagamento dessas demandas.

A reserva de emergência é destinada para o motivo que o próprio nome sugere: uma emergência.

Ela é uma importante aliada na sua saúde financeira, pois te proporciona enfrentar as adversidades com um pouco mais de tranquilidade, sem precisar depender das altas taxas de cartão de crédito, empréstimos ou cheque especial.

Porém, para você construir a sua reserva de emergência, você precisa criar o hábito de poupar.

E aqui eu quero que você entenda que poupar não é restringir seu modo de vida de forma extrema e que comprometa o seu orçamento. Esse ato de poupar não deve ser algo que provoque um sentimento ruim em você.

Poupar, portanto, é você separar, assim que recebe seu salário, uma pequena parcela para ir construindo gradativamente a sua reserva de emergência. Assim, à medida que você for criando o costume mensal de separar o seu dinheiro para sua reserva, perceberá que o processo passa a ser um hábito automático e satisfatório.

Mas como eu sei o valor adequado para minha reserva de emergência?

Isso depende de cada pessoa e contexto financeiro, visto que cada um de nós possui uma realidade diferente em relação aos seus gastos, ganhos e prioridades.

Assim, é necessário que você conheça os seus gastos fixos (aluguel, condomínio, internet, plano de celular, mensalidade da escola das crianças, academia, entre outros) e gastos variáveis (feira, conta de água, conta de luz, gasolina).

Feito isso, multiplique o valor dos seus gastos mensais por 6 vezes. Esse é o valor mínimo necessário para você ter na sua reserva de emergência. É esse valor que, se acontecer algum imprevisto e você não receber nada, te dará um fôlego e te sustentará por 6 meses até você se reestruturar.

Todavia, esse número corresponde aos meses que você acredita ser ideal para te dar tranquilidade. Ele não é fixo e depende de cada caso. Isso porque depende da sua regularidade de receitas, empregabilidade e compromissos financeiros. Se você for um autônomo, por exemplo, certamente irá precisar de mais dinheiro, podendo elevar esse valor para 12 meses, no mínimo.

E quanto devo guardar por mês?

Bom, feito o seu orçamento financeiro e visto o quanto você recebe e gasta por mês, fica mais fácil você determinar uma parcela do orçamento para guardar e montar sua reserva de emergência.

O interessante é que esse valor mensal não comprometa o seu orçamento. Portanto, o ideal é que você comece a guardar 10% do valor total que você recebe.

Todavia, nem sempre é possível guardar esse valor. Por vários motivos, às vezes o valor recebido é comprometido com as despesas domésticas ou há uma variabilidade de receitas por conta de sua profissão. Então adapte a porcentagem a sua realidade.

Lembrando que o valor para construir totalmente a sua reserva de emergência depende muito do percentual que você destina para esse objetivo. Então, se você guarda 20% do seu salário, por exemplo, você precisará de 5 meses para juntar o equivalente a um mês de reserva. Quanto mais você guardar, mais rápido construirá a sua reserva financeira.

E onde devo colocar esse dinheiro?

A reserva de emergência pode ser colocada em algum ativo financeiro de baixo risco e alta liquidez, ou seja, que seja seguro e rápido para retirar o dinheiro quando necessário. Portanto, ativos com essas duas características principais você pode encontrar:

  1. Título do Tesouro Direto indexado à Selic;
  2. CDBs com liquidez diária (D+1 ou D+0);
  3. Fundos de Renda Fixa;
  4. Contas em Bancos Digitais que rendam 100% do CDI.

Atenção, a rentabilidade não é uma característica que deve ser levada como fator principal para escolher onde colocar a sua reserva de emergência, visto que o principal objetivo da reserva é ser um alívio financeiro no momento de urgência.

Portanto, foque primeiramente no risco do ativo e na sua liquidez, depois analise a rentabilidade.

Reserva de Emergência: Conclusões

Assim, vocês perceberam a importância da reserva de emergência para garantir uma vida financeira saudável. Ademais, vimos também o quanto deve ser destinado para a construção desse suporte financeiro e onde podemos colocá-lo.

Construir sua reserva financeira é um ato que requer planejamento, consistência e disciplina para poupar todo mês. Pense que isso será um fator determinante para você ter tranquilidade no seu dia a dia e poder planejar outros investimentos.

Espero que essa leitura tenha te ajudado.

Até nosso próximo encontro.

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Written by Thiago Trindade

Com experiência de investimentos no mercado financeiro, tenho atuado na busca por levar educação financeira aos brasileiros de modo prático, rápido e de fácil compreensão.

Fundador da página Do Pouco ao Milhão, procuro ensinar as pessoas como se planejar e organizar financeiramente, além de como começar a poupar e investir com pouco dinheiro.

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