A Petrobras divulgou na última segunda-feira (29) que o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, superou 1,2 milhão de barris de óleo por dia. O marco foi atingido na sexta-feira (26). Três dias antes, Búzios havia alcançado 1,1 milhão de barris diários.
O ganho recente de escala veio com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, ainda em fase de aumento gradual da produção. Cada uma dessas unidades tem capacidade máxima de 180 mil barris por dia.
Búzios já opera com oito unidades produtoras.
A estrutura inclui as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos FPSOs Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. O Almirante Tamandaré é a maior unidade do país em capacidade nominal de produção, com 225 mil barris por dia, volume que pode ser estendido para até 270 mil barris diários.
Ao todo, 12 FPSOs devem operar no campo. Ainda estão em construção os FPSOs P-80, P-82 e P-83; a unidade Búzios 12 segue em processo de licitação.
A escala da operação explica a relevância de Búzios na estratégia de exploração e produção da Petrobras. Campos de alta produtividade no pré-sal sustentam volumes elevados por mais tempo e permitem concentrar investimentos em áreas com maior potencial operacional.
A marca de 1,2 milhão de barris por dia melhora a leitura sobre a execução da Petrobras em Búzios, mas não equivale, sozinha, a ganho financeiro imediato. O reflexo sobre lucro e geração de caixa passa pelo preço do petróleo, pelo câmbio, pelos custos de operação e pelo ritmo de entrada das novas unidades. Para acionistas da Petrobras, analistas de óleo e gás e fornecedores ligados ao pré-sal, o dado sinaliza avanço na maturação de um dos principais ativos da companhia. A leitura fica mais concreta quando a produção maior vem acompanhada de eficiência operacional e controle de custos.
O próximo teste será a evolução das plataformas P-78 e P-79 até a capacidade planejada.
Se as novas unidades avançarem dentro do cronograma, Búzios tende a ganhar ainda mais peso na produção da Petrobras. O recorde dessa sexta-feira (26) mostra que o campo já opera em outro patamar; a etapa decisiva será transformar essa escala em resultado consistente ao longo dos próximos ciclos de produção.

