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Empreendedoras e empreendedores: A responsabilidade é sua!

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Empreendedoras e empreendedores: A responsabilidade é sua!

Muitos artigos e publicações tem ao longo dos últimos 20 anos aprofundado o tema de governança corporativa e gestão responsável econômico, social e ambientalmente. Nos últimos 10 anos, o tema igualdade de gênero também se equivaleu na importância para o debate da gestão e, mais recentemente, o tema equidade racial [felizmente] se somou ao caldeirão de complexidade da gestão e transformação das empresas e da sociedade.

Eu publiquei em 2008 no EnAnpad (Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração) um artigo intitulado “Como as práticas empreendedoras podem ser relacionadas às questões de sustentabilidade”, onde buscávamos compreender a crescente consciência ecológica – tópico mais explorado no trabalho – e como isso se traduziria nas práticas gerenciais. Descobrimos que, no caso das sociedades mais jovens, ainda em processo de formação (como é o caso da sociedade brasileira), o peso direcionado ao setor privado, quando se trata de desenvolvimento econômico e social, é substancialmente maior que em paises desenvolvidos e pobres (Bertelli – 1998). Isso mostra como as atitudes das empresas podem influenciar o ritmo e a forma de transformação que a sociedade pode – ou não – passar.

Segundo o SEBRAE, 98% das empresas do Estado de São Paulo são pequenas e médias, e elas são responsáveis pela geração de 50% dos empregos com carteira assinada. Desta forma, temos a compreensão que metade dos trabalhadores formais do estado estão submetidos às empresas cujas práticas avançadas de governança corporativa não são exigidas formalmente (não participam da Bolsa, por exemplo). Mas isso não diminui a responsabilidade dessas empreendedoras, gestoras e empresárias. Pelo contrário.

Todas as empresas, mesmo aquelas não listadas em bolsa, estão sujeitas ao escrutínio da opinião privada de seus clientes, colaboradores, fornecedores e/ou parceiros, e contam hoje com um “amplificador” potente, capaz de levar uma mensagem instantaneamente a milhões de pessoas. Se, por um lado, muitos negócios estão nascendo e crescendo neste contexto, outros estão sofrendo e sumindo do mapa.

Portanto, a atenção à governança corporativa (gestão econômica, social, racial e ambientalmente responsável) cresce de importância em todos os níveis e tamanhos de empresa, independente de seu tempo de vida, seu momento e seu mercado. A sociedade encontrou uma potente ferramenta de transformação (tanto para o bem como para o mal) e cabem às gestoras, empreendedoras, empresárias e lideres criarem um cultura empresarial que garantam ações éticas por e para todas e todos.

Leia também: O espírito empreendedor como lastro do Mercado Financeiro

Written by Torquato Santos

Como adminstrador e financista com mais de 15 anos de experiência na área financeira e de planejamento, encontrei na assessoria financeira a oportunidade de reinventar minha carreira influenciando o modo como as pessoas e empresas investem.

Pelo ensino genuíno sobre o processo decisório das pessoas, busco mostrar e acompanhar pessoas e empresas em um caminho relativamente novo no Brasil, que é o Mercado de Capitais.

Vamos juntos criar novos horizontes de valor para você, sua familia e sua empresa.

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