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As três razões de uma investidora

As três razões de uma investidora

Você já parou para pensar no que te leva a decidir algo? A gente aprende desde cedo a fazer o certo, pois caso contrário haverá um castigo, não será justo, ou, para alguns casos, simplesmente porque os pais estavam mandando (talvez nem eles soubessem o porquê direito).

Intuitivamente todos temos a ideia geral do que é agir corretamente, mas vemos que no nosso dia-a-dia o agir correto se torna algo mais líquido, mais flexível e, muitas vezes, até mesmo totalmente distorcido. Pensando no meu campo de atuação – a assessoria de investimentos – o agir certo é postergar sua decisão de consumo e, com o dinheiro em posse, emprestá-lo dentro do valor mais justo segundo seu perfil. Tá, mas por que as pessoas fariam isso? Por que fazer isso ao invés de não fazer isso?

Podem existir milhares de explicações, mas me aterei a três grandes teses filosóficas que estudam o “agir corretamente”. A primeira segue uma vertente conhecida como consequencialismo (ou utilitarismo). Basicamente, sob esta ótica, a investidora toma a decisão correta baseada na ideia de que isso lhe trará uma consequência positiva (segurança para si e sua familia, por exemplo). A segunda baseia-se no princípio correto (deontologia). A decisão está apoiada numa compreensão de que faz parte da educação e da boa estrutura da vida sempre consumir menos do que se tem para gastar. Seria tipo assim: Me alimento de uma forma saudável porque meu corpo precisa disso, não porque eu quero ficar magra. São duas visões diferentes, mas que convergem para a ideia de que guardar dinheiro e investir é o certo a fazer.

Por último existe a ideia – que particularmente gosto muito – do investimento como hábito virtuoso. A investidora, sob esse prisma, replica no seu mundo financeiro o que faz habitualmente na vida: [Buscar] ser uma mulher virtuosa. E o que é uma mulher que busca ser virtuosa? É uma pessoa que busca ser sábia, prudente, justa, forte, corajosa, magnificente, magnânima, temperante e generosa. E, desta forma, conduz seus investimentos virtuosamente.

São essas as três formas que fazem a investidora tomar as decisões certas: (1) Consequencialista, (2) deontológica (por princípio) e (3) pela virtude (ou pelo hábito virtuoso).

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Written by Torquato Santos

Como adminstrador e financista com mais de 15 anos de experiência na área financeira e de planejamento, encontrei na assessoria financeira a oportunidade de reinventar minha carreira influenciando o modo como as pessoas e empresas investem.

Pelo ensino genuíno sobre o processo decisório das pessoas, busco mostrar e acompanhar pessoas e empresas em um caminho relativamente novo no Brasil, que é o Mercado de Capitais.

Vamos juntos criar novos horizontes de valor para você, sua familia e sua empresa.

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