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As 2 formas de fazer dinheiro com ações

As 2 formas de fazer dinheiro com ações – 

Já imaginou ter dinheiro pingando na conta todo mês sem precisar trabalhar?

Isso é possível investindo em ações pagadoras de dividendos. E se algum dia você já se perguntou como você pode investir para viver de renda, leia esse artigo até o final que eu vou te contar.

Uma das perguntas que eu mais recebo no meu Instagram é “Como eu posso investir para viver de renda?”. A resposta pra essa pergunta está no entendimento dos chamados DIVIDENDOS.

Dividendos são a distribuição obrigatória de parte do lucro de uma empresa aos seus acionistas. Isso não é benfeitoria, nem caridade: a medida parte de uma determinação definida por Lei lá em 1976, que estabelece que toda empresa listada na bolsa deve fazer uma distribuição de 25%, no mínimo, do lucro líquido aos seus investidores.

Pra entender a dinâmica dos Dividendos e saber quanto investir para garantir uma renda extra lá na frente, a gente precisa primeiro de alguns conceitos básicos de finanças corporativas: existem, basicamente, 2 maneiras de ganhar dinheiro investindo em ações. A primeira é através do ‘ganho de capital’, que é quando você compra hoje uma ação, digamos, por 10$ e vende no futuro por 15$. Nesse exemplo, você teria tido um ganho de 50% nessa diferença entre o preço de compra e o preço de venda. Esses 50% são o seu ganho de capital.

A segunda maneira é via distribuição de lucro ao qual você tem direito durante o período em que se tornou detentor das ações dessa empresa. Quando se trata desse tipo de lucro, a empresa tem 2 formas para remunerar os acionistas, que é decidido de um ponto de vista contábil: ela pode distribuir JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO ou DIVIDENDOS.

Nos juros sobre capital próprio, o acionista é uma espécie de credor, que recebe juros pelo período em que manteve seu capital aportado na empresa. Essa é uma prática comum também a alguns títulos públicos. Já os dividendos são a distribuição de lucros, como se o acionista fosse, de fato, um sócio da empresa.

Mas, afinal, quais são os investimentos que pagam dividendos?

Basicamente, nós temos 3 classes de ativos que pagam dividendos: Ações, Fundos imobiliários e ações internacionais. Cada uma tem a sua política de dividendo, ou seja, quanto ela pagará aos seus acionistas. Isso é determinado pelo conselho da empresa através da política de distribuição de dividendos, que determina quanto e quando eles vão pagar. Mas é importante você saber: algumas empresas NÃO pagam dividendos, porque elas decidem reinvestir todo o lucro que têm, no seu próprio crescimento. É o caso do Facebook, Amazon, Google, Netflix, Apple, dentre outras. Isso pode ser bom para a empresa, principalmente quando se trata de empresas com grande potencial de crescimento, como no setor de tecnologia, já que esse reinvestimento tende a levar a uma apreciação do preço da ação, o que pode se traduzir em um ganho de capital lá na frente.

Já as empresas que pagam dividendos passam uma mensagem que também é positiva, porque só é capaz de pagar dividendos empresas que têm lucro, empresas que tem saúde financeira, fluxo de caixa e previsibilidade. Um exemplo disso é a gente pegar empresas que, tradicionalmente, apresentam um histórico de pagamentos regular, como bancos e empresas do setor elétrico. Esse track record positivo como pagador de dividendos decorre da própria natureza desses negócios, que possuem uma demanda mais previsível e uma margem de crescimento menos elástica, já que se sujeitam a limitações geográficas e concessões territoriais.

Então, que fique claro: nenhuma empresa é melhor ou pior por pagar, ou não, dividendos. Tudo deve ser analisado levando em consideração sua individualidade, seu horizonte de investimento, apetite a risco e objetivos ao investir. Não existe uma única receita que funcione pra todos.

Com isso dito, vamos à pergunta mais importante: quais empresas pagam bons dividendos? Pra responder isso, nós utilizamos alguns indicadores:

O principal indicador utilizado para avaliar quanto cada ação paga em dividendos é o Dividend Yield(ou, em português, rendimento dos dividendos). O cálculo é feito com a divisão do dividendo anual de uma ação por seu preço no momento atual. Exemplo: imagine uma empresa que tenha ações de $10 por cota. Se ela distribuiu R$1 por ação no último ano, seu dividend yield é de 10% (ou seja: 1, que foi o valor distribuído por ação, dividido por 10, que é o preço da cota). Então quanto maior o dividend yield, mais aquela ação paga em dividendos. Ou seja, ao investir em um papel com dividend yield de 10%, você pode esperar 10% de retorno sobre o valor investido.

Mas tenha em mente que um DY baixo, nem sempre significa que os rendimentos não sejam atrativos. Porque com o tempo, a empresa pode aumentar gradativamente a remuneração dos acionistas, e pra isso a gente olha o Dividend Payout, que destaca qual é a porcentagem, a proporção, do lucro que será distribuída aos acionistas. Empresas com Dividend Payout alto, tendem a ter menos recursos para investir em si mesmas, o que atrasa o crescimento delas. Por outro lado, empresas com DP baixo, podem ser consideradas como empresas de crescimento, já que estão basicamente investindo em si próprias.

É por isso que eu recomendo que, além de diversificar sua carteira de dividendos entre diferentes setores, você anualize sua analise, ou seja, considere o período dos últimos 12 meses da empresa pra ter uma amostragem mais embasada do quanto essa empresa paga.

Leia mais artigos no blog do autor…

Written by Danilo Ferraz

Uma das principais referências em Desenvolvimento Econômico no Brasil, Danilo Ferraz é CEO da Ferraz Capital Consultoria, empresa especializada em planejamento financeiro estratégico e Desenvolvimento Econômico para empresas e governos, e fundador do Instituto Futuro Para Todos, organização social dedicada à democratização da Educação Financeira nas periferias brasileiras.

Consultor e conferencista nas áreas de finanças, investimentos e Desenvolvimento Econômico, é membro da Associação Americana de Economia e, em 2017 tomou posse da Cadeira de número 30 da Academia de Letras do Brasil (ALB), que tem como finalidade unir escritores, artistas e cientistas brasileiros para o desenvolvimento de valores humanos, políticos e sociais. Brasileiro, nasceu no interior de São Paulo, é formado em Jornalismo e pós-graduado em Gestão Pública pela Universidade Anhanguera.

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